Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/08/2019
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto quando se observa a evasão escolar no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as principais causas do problema. Em 2013, a Pnud - Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento indicou que, entre os 100 países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o Brasil apresentava a 3ª maior taxa de evasão escolar. Por conseguinte, é evidente o descontentamento dos estudos com a metodologia de ensino adotada, que por sua vez, ensina os alunos apenas a decorar respostas e a preencher gabaritos, o que ocasiona desinteresse ou falta de motivação pelo processo de aprendizagem.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de estrutura no âmbito escolar em consonância ao trabalho infantil que atenua ainda mais esse problema. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, “o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalizada e coercitiva”. Para se ter uma ideia da gravidade da situação brasileira, 40,8% dos jovens não concluem o Ensino Médio aos 19 anos - ou seja, quase metade dos jovens não concluem a Educação Básica na idade adequada. Os motivos são vários, englobando desde as dificuldades financeiras que obrigam o estudante a trabalhar, até a desmotivação escolar.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Educação juntamente com Poder Legislativo, devem fornecer a estrutura necessária para as escolas, por intermédio de recursos financeiros equipar salas de informática para que a tecnologia seja a favor do aprendizado. Como foi dito pelo pedagogo Paulo Freire, “a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo”. Dessa forma, é tarefa da escola em parceria com ONG’s criarem projetos sociais, como feiras e rodas de conversa, com o intuito de afastar jovens e crianças do trabalho preccoce, sendo assim, os estudos não serão prejudicados, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na caverna de Platão.