Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 24/08/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando o indivíduo se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a evasão escolar, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Desse modo, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela negligência governamental, seja pelo desinteresse escolar.
Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição Federal de 1988 foi promulgada baseada no anseio de bem-estar social para todos os indivíduos, ao incluir os estudantes. Entretanto, é evidente que o Estado não efetiva a sua função enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, visto que muitos adolescentes, lamentavelmente, encontra-se com problemas educacionais e psicológicos. Portanto, percebe-se que, infelizmente, ainda há uma precariedade com a evasão escolar, o que faz com que os direitos dos jovens permaneçam no papel.
Outrossim, destaca-se o desinteresse escolar como impulsionador do problema. Nesse contexto, é importante salientar, que os cidadãos enfrentam inúmeras dificuldades relacionados com a evasão escolar, devido, principalmente, à carência de verbas públicas, na formação do indivíduo. Em harmonia com Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. Contudo, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Sendo assim, o Governo Federal, órgão responsável pela segurança da população, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), deve criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre educadores e alunos. Dessa forma, a finalidade de tal medida deve ser o diagnóstico das carências em cada ambiente escolar.