Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/08/2019
De acordo com o artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente, toda criança e adolescente tem direito à educação, pois visa o desenvolvimento de sua pessoa, exercício de cidadania e qualificação para o trabalho. Entretanto, mesmo com ele já em vigor desde 1990, nota-se que a evasão escolar faz parte da população brasileira. Nesse contexto, é necessário analisar como os impasses pessoais e a omissão familiar causam tal problema e como combatê-lo.
A princípio, os impasses pessoais é uma das principais causas da evasão escolar no país. Isso porque, a gravidez na adolescência, por exemplo, aumentam as responsabilidades e os desafios nessa fase da vida, principalmente para as mulheres, uma vez que muitas interrompem seus estudos para poderem se dedicarem à gestação e está de repouso médico. Ademais, a falta de interesse também justifica o problema em questão, pois as faltas constantes dos alunos podem ser motivadas por bullying e até mesmo pela dificuldade em socializar-se. Por consequência de tais impasses, 1,3 milhões de pessoas entre 15 e 17 anos estão fora da escola, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além disso, nota-se, ainda, que a omissão familiar também causa o desafio do problema vigente. Visto que, conforme a Lei 8.069, estabelece como dever dos pais zelar pela educação dos filhos. Porém, o Estado não fiscaliza se os pais ou responsáveis agem de acordo com a lei. Nesse cenário, em alguns casos, as rendas das famílias é baixa e, as crianças e adolescentes, trocam os estudos por trabalho, com a necessidade de ajudarem os pais financeiramente. Com efeito, o público juvenil e infantil que não frequentam às escolas, cresce ser ter concluído o ensino completo, causando, futuramente, dificuldades de conseguir emprego, por exemplo.
Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar a evasão escolar. Em primeiro lugar, as Secretarias Municipais locais devem, criar assistências sociais e de saúde, por meio de palestras na escolas e nos bairros, dirigidas por psicólogos, para auxiliarem e tirarem dúvidas de impasses pessoais do público. Outrossim, o Estatuto da Criança e do Adolescente deve, com o objetivo de buscar a compreensão, disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que mostrem aos pais, as consequências que omissão deles na educação escolar dos filhos podem causar. Desse modo, o direito de toda criança e adolescente à educação acadêmica terá eficácia e o problema deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.