Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/08/2019

Paulo Freire, é considerado o Patrono da Educação Brasileira, e possui enorme prestígio por ter criado um novo método de alfabetização.No entanto, apesar de ter reduzido o número de analfabetos, o Brasil ainda não atingiu um ótimo desenvolvimento na educação. Segundo o Pnud, o país tem a terceira maior taxa de evasão escolar. Por sua vez, essa realidade é fruto da falta de conscientização e estrutura familiar, como também, da situação socioeconômica problemática em que muitos jovens vivem.

Em primeira análise, 52% dos adolescentes de 15 a 17 anos não chegaram a terminar o ensino fundamental. Essa informação, fornecida em um dos episódios do Profissão Repórter, é consequência principalmente  da gravidez precoce e falta de incentivo da família, que prefere que o jovem se case ou trabalhe para complementar a renda, ao invés de estudar. Tal veracidade é cíclica, pois, pais e filhos a repetem, o que mantém ou piora o quadro de desigualdade social do país.

Conseguinte, dados fornecidos pelo Inep, mostram que 11,2% dos jovens não estão no ensino médio. Essas informações estão relacionadas à realidade deles, pois, muitos vivem em situação de risco, diante da violência que atrapalha as suas vidas no cotidiano. Dessa forma, pelo fato de ficarem sem estudo, sem trabalho e conviverem em ambientes com alta criminalidade, muitos se veem marginalizados diante da sociedade e acabam seguindo o mesmo caminho.

Diante disso, são necessárias medidas interventivas.Primeiro, as escolas devem recebem maior aparato econômico do Ministério da Educação, para que o seu trabalho seja estendido para além de suas paredes, com visitas domiciliares de professores aos seus alunos com o intuito de identificar como vivem e os problemas que passam. E assim, a escola acolha a família,e ambas unam-se na formação de cidadãos esclarecidos. Pois, segundo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.