Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/07/2019

Sob a perspectiva histórica, crianças e adolescentes, durante a Primeira Revolução Industrial, abandonavam as escolas para trabalhar e conseguir sustento financeiro. Por esse viés, a reconstrução desse contexto, o qual atividades laborativas superpõem-se a educação por questões monetárias, sucede-se por intermédio da carência de mecanismos assistenciais estudantis. A partir disso, observa-se que políticas públicas, mitigadoras da evasão dos educandários, são medidas preteríveis frente à problemática.

A priori, o educador e escritor Anísio Teixeira infere, em sua obra “Educação é Direito”, que as escolas necessitam dispor de metodologias que englobem a vida dos discentes. Nesse sentido, a ausência de engrenagens escolares de assistência social colaboram diretamente para a saída dos estudantes das instituições educativas, já que, na maioria dos casos, o aluno necessita escolher entre a esfera financeira e a pedagogia. Dessa maneira, os espaços de ensino são deixados em segundo plano, pela razão da área monetária ser responsável por ajudar nas despesas domésticas como, por exemplo, a de alimentação.

Ademais, segundo a um estudo do Ministério da Educação, no ano de 2017, 56% dos abandonos escolares foram motivados pela necessidade do educando de exercer um ofício por dificuldades pecuniárias familiares. Por esse ângulo, nota-se um contexto análogo ao da Primeira Revolução Industrial, em que a inexistência de elementos assistenciais aos estudantes corroborou para o egresso dos educandários pelos alunos para trabalhar. Dessa forma, não é razoável que os colégios sejam abandonados pela ausência de auxílio social aos educandos.

Portanto, diante dos fatos supracitados, o ensino não pode ser colocado em segundo plano pela necessidade monetária e o Estado deve agir nesse seguimento. Sendo assim, compete ao Ministério da Educação a elaborar e executar um plano nacional de assistência estudantil, sob a forma de bolsas financeiras aos educandos que precisarem, por intermédio de investimentos orçamentários na Secretaria de Gestão Escolar. Desse modo, tem-se o intuito de reduzir o número de evasões escolares com aparatos que ofereçam acolhimento e assistência socioeconômica aos discentes.