Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
Durante a primeira revolução industrial, no século XVIII, ir à escola não era obrigatório, o que conduzia crianças a trabalhar em fábricas em péssimas condições. Analogamente ao fato supracitado, o Brasil sofre com a evasão escolar, haja vista que fatores sociais corroboram para o agravamento do , quadro, e políticas educacionais pouco eficazes, elevam a permanência fora da sala de aula.
Em comunidades mais pobres, ou uma gravidez ou a necessidade familiar, norteiam o jovem ao trabalho. O pai precoce se depara com dois caminhos: um emprego de baixa remuneração ou o envolvimento com drogas, que trás um retorno mais lucrativo e com pouco esforço. Paralelamente, as redes sociais e as necessidades iminentes, impostas pela sociedade, induzem o emprego precoce, para conquistar padrões de vida que só a educação oferece. Desse modo, segundo dados do censo escolar 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), houve uma queda de 3,1%, em 2018, nas matrículas em escolas públicas e privadas, em comparação ao ano de 2017, evidenciando as vulnerabilidades no sistema educacional.
Não obstante, o governo não prioriza o aumento salarial ou um melhor ambiente de trabalho para o professor que, por necessitar acumular vários horários e melhorar sua remuneração, acaba esgotado, fica enfermo, falta e acaba, por muitas vezes, recorrendo a outra profissão, tornando o vínculo, professor-aluno, instável, gerando desinteresse e desistência do discente. Em consonância, o acompanhamento familiar é inerente ao vínculo da criança no âmbito escolar, e nenhuma multa, lei ou fiscalização eficaz é aplicada para subverter a taxa de evasão. Dessa maneira, o filósofo grego, Aristóteles, fala que a educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces e, quando o governo neutraliza a base da sociedade, a colheita não vai ser a melhor.
Os fatores sociais e as políticas educacionais, portanto, estão longe de serem adequadas as necessidades do país. O poder executivo, em parceria com o Ministério da Educação, deve elaborar uma lei, a ser aprovada pelo legislativo, onde os pais devem comparecer à escola, no mínimo duas vezes ao mês, com penalidades financeiras, caso não seja cumprido. Em contrapartida, impostos de instituições privadas devem ser convertidos em melhorias tecnológicas e estruturais para a escola pública, haja vista que aumentos salariais consideráveis são pouco tangíveis em um país que tenta emergir de uma crise financeira, melhorando, ao menos, o ambiente de trabalho do docente e assim convergir para os bons frutos aludidos por Aristóteles.