Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
A Magna Carta, de 1988, assegura que a educação é direito de todos. Entretanto, de acordo com a reportagem da Agência Brasil, até o ano de 2014, 1,3 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 17 anos deixaram de usufruir deste direito, e a evasão escolar no Brasil está cada vez mais frequente, seja por uma gravidez na adolescência ou pelo trabalho precoce. Diante disso, é notável que a realidade brasileira é diferente do que está no papel.
É indiscutível que a gravidez precoce está entre as causas do problema, tendo em vista que esta se torna uma responsabilidade da adolescente, dificultando sua ida para escola. Diante disso, a aluna abandona a escola por vergonha ou por não ter apoio da família para ajudar a cuidar da criança. E esse fato vem crescendo cada vez mais, com o aumento do número de meninas gestantes com menos de 18 anos de idade e, consequentemente, ainda sem conclusão do ensino médio.
Outra realidade brasileira é a necessidade de entrar no mercado de trabalho ainda jovem e, geralmente, este fato é realidade para as pessoas de baixa renda que precisam auxiliar a família. Dessa maneira, a escola é deixada em segundo plano e, infelizmente, é abandonada por esses estudantes. Esta evasão se dá, principalmente, pela falta de tempo do aluno: por ter que trabalhar em período integral, não tendo horário livre para ir à escola, ou por não dar para estudar, levando o aluno à reprovação e isto faz com que este desista dos estudos.
Contudo, é necessário que as escolas, em parceria com o governo, promova palestras e debates, por meio de divulgações mediáticas e projetos, afim de conscientizar a sociedade sobre a importância da educação. Além disso, é dever da escola informar ao Conselho Tutelar Municipal acerca das faltas excessivas e do abandono escolar. E a realização de projetos nas escolas sobre as consequências de seus atos é outra medida a ser tomada. Só assim a realidade brasileira mudará e a educação será garantida a todos.