Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/07/2019
No ano de 2010 o Brasil desacelerou economicamente, desenvolvendo uma crise que nos acompanha até os dias atuais, a principal consequência disso é a falta de investimento em escolas que dependem de verbas públicas, a situação de precariedade nas escolas vai desde o ensino fundamental até o ensino médio, desestimulando os professores a darem e aulas e os alunos a irem para a escola. A evasão escolar vem se tornando muito comum entre alunos de baixa renda, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostra que 62% dos brasileiros não frequentam mais a escola e 55% não chegaram a concluir o ensino fundamental.
A grande maioria dos alunos tem um grande déficit em assunto como matemática básica e língua portuguesa, esse problema ocorre logo no período inicial da alfabetização, com falta de material didático que seja atrativo aos alunos, no ensino médio a falta de interesse aumenta com aulas repetitivas e falta de estrutura nas salas de aula.
Muitas pessoas abandonam o ambiente escolar alegando que não há grande identificação em relação aos conteúdos ensinados em sala de aula, considerando que muitos alunos precisam de uma renda extra dentro de casa, a grande maioria dos estudantes abandonam a escola para se dedicar ao trabalho, visto que a escola é encarada como um empecilho. Isso gera uma grande manutenção da desigualdade social em virtude de pessoas abandonando os estudos, portanto as pessoas que geralmente abandonam os estudos são de classe mais baixa, é muito comum que elas não consigam bons empregos no futuro, consequentemente não possam melhorar na escala de ascensão econômica e continue nas classes mais baixas.
De acordo com o filósofo alemão Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, é importante que os estudantes percebam que a educação é indispensável para o desenvolvimento social, econômico e cultural, principalmente para a grande maioria dos alunos de renda baixa que visam ascender economicamente.
Portanto, o ministério da Educação juntamente com o Governo Federal devem trabalhar com estratégias para que os alunos se sintam mais envolvidos pelo sistema educacional com estruturas melhores em salas de aulas, com mais tecnologias como, computadores e projetores que realmente funcionem, à vista disso o aluno tenha mais vontade de aprender. Uma grade curricular mais atrativa, com o intuito dos estudantes compreenderem que os conteúdos que estão aprendendo na escola tenha alguma finalidade com o seu cotidiano, assim gerando interesse em estudar e um maior rendimento escolar.