Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/07/2019

Desde o positivismo,  apreende-se que só há progresso numa sociedade quando estaestá em ordem. Contudo, observando a evasão escolar, hodiernamente, verifica-se que esse ideal positivista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade brasileira. Nesse sentido, convém analizarmos as principais causas de tal desordem no meio social.

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua caminhada. De maneira análoga, a gravidez na adolescência, configura como uma pedra no processo educandário de todo tecido fiminino brasileiro. Nesse cenário, lamentavelmente, não só durante o período de gestação, como também de amamentação, conduz essa parcela da sociedade a evadir-se do meio escolar.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a situação socioeconômica em que tais alunos evasores estão inseridos frente à sociedade. Um exemplo disso é a introdução no mercado de trabalho informal, de adolescentes e jovens,  na finalidade de contribuírem com a renda familiar mensal. Assim, a escola é vista em segundo plano, e fica em abandono sua carreira estudantil. Dessa forma é impressindível transportar as pedras do caminho educacional no Brasil.

É evidente, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem a construção de um Brasil melhor. Logo, o Ministério da Educação (MEC), a fim de combater a evasão escolar na atual realidade do país, deve promover palestras nas escolas,  por meio de pedagogos, ministrados aos pais em consonância aos alunos, com apresentações teatrais, com cartilhas educativas, que mostre e discutam o regresso ocorrido nas vidas dos estudantes evasores, seja eles adolescentes grávidas ou quem abandonou à escola para irem trabalhar de forma informal.