Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/07/2019
A educação é um direito de todos, a qual deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, bem como seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mercado de trabalho. No entanto, a prática deturpa a teoria, uma vez que a evasão escolar tem se tornado cada vez mais frequente nos ambientes escolares. Nesse cenário, percebe-se a relevância de entender as raízes e quais seriam os meios para combater essa problemática.
Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é o terceiro país com maiores índices de alunos evadidos. Essa realidade pode ser explicada a partir de aspectos externos ao ambiente escolar que interferem na vida do estudante. Nesse sentido, observa-se que muitos jovens são incentivados a ingressarem no mercado de trabalho, a fim de garantir o sustento de seus familiares, se submetendo a exaustivas jornadas de trabalho que interferem de forma direta no desempenho escolar. Dessa forma, esses indivíduos ficam sujeitos a grandes prejuízos sobre o aspecto intelectual e social, além de contribuir para a perpetuação do ciclo de pobreza e miséria.
Outrossim, aspectos internos ao ambiente escolar também interferem no processo socio- educacional. Nota-se que os professores possuem dificuldades em reconhecer os ritmos, estilos e as potencialidades dos estudantes, uma vez que as turmas encontram-se, geralmente, superlotadas, o que impossibilita um contato interpessoal efetivo. Como consequência, o aluno, por não se sentir amparado, desenvolve um comportamento de indisciplina que compromete tanto a sua aprendizagem quanto desmotiva o educador.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Para isso, o Ministério da Educação deve disponibilizar um suporte financeiro as famílias de baixa renda, a partir de bolsas estudantis, a fim de que os discentes não necessitem abandonar os estudos para trabalhar. Além disso, as escolas devem redistribuir os estudantes em turmas menores, para que os professores possam dar a devida atenção a todos, em especial àqueles que possuem maiores dificuldades. Dessa maneira, será possível garantir a plena execução dos dizeres da Magna Carta.