Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
De acordo com o Censo Escolar, 1,3 milhão de jovens abandonaram as escolas em 2018. Tal quadro, tem como causas a falta de estímulo ao estudo e a situação econômica desfavorável em que muitos vivem. Percebe-se, portanto, que a evasão escolar continua sendo um problema a ser resolvido.
Em primeiro lugar, os fatores que levam a essa problemática são numerosos e variados. Entre eles, destaca-se o desinteresse e a inserção precoce no mercado de trabalho. Segundo uma pesquisa divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, 46,3% dos professores não têm formação na matéria que ensinam. Esse cenário comprova as falhas no sistema de ensino, as quais acarretam alunos desmotivados que priorizam o trabalho.
“A educação não transforma o mundo, a educação muda pessoas e pessoas transformam o mundo”. Assim, Paulo Freire demonstra que com a redução do número de estudantes o futuro cultural, econômico e político do Brasil estará comprometido. Ademais, a baixa qualificação do jovem irá restringi-lo a determinados setores de trabalho, com remuneração mais baixa, e em em alguns casos aproximá-lo do mundo do crime. Dessa forma, a desigualdade social é, cada vez mais, consolidada.
Em suma, faz-se imprescíndivel a tomada de medidas atenuantes ao problema abordado. Para tanto, cabe ao Estado, mediante ao MEC e ao Conselho Nacional de Educação, investir na infraestrutura das escolas, visando fornecer maior conforto e profissionais qualificados aos estudantes. Por meio, também, de adaptações no método de ensino, será possível proporcionar um aprendizado mais dinâmico e moderno, que estimule o interesse e consequentemente a permanência do aluno na escola.