Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/07/2019
É consenso, na comunidade sociopolítica hodierna, que a atual geração é a mais informada, preparada e educada, contudo, apesar do grande progresso na realidade brasileira, muitos indivíduos optam pela evasão escolar, que pode acabar não somente prejudicando o convívio social, mas também influenciando em uma nova modelagem cultural. Diante isso, há grandes dificuldades de garantir a tranquilidade do cidadão comum, devido às ações vindas da própria população e a falta de atenção do Estado à questão.
Primeiramente, um obstáculo a ser enfrentado por esses cidadãos é a negligência estatal, uma vez que nem sempre o Governo cobra, do Conselho Tutelar, fiscalizações mais abrangentes e rigorosas para controlar o índices de abandono escolar. Dessa forma, apesar de a lei 9394/96 já estar em vigor, muitos pais e responsáveis ainda têm o hábito de interferir na vida acadêmica dos filhos, de forma a instigar esses ao trabalho infantil. Logo, o cuidado para com os jovens é imprescindível, visto que essa privação da infância pode influenciar negativamente não somente no quesito profissional, mas também na formação da identidade do indivíduo, como indicam pesquisas feitas pela “unisc”.
Outro desafio é a mentalidade retrógrada de parte da nação, que age constantemente como se essa face intolerável da sociedade fosse normal. Citando Jean Rousseau:" O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado". A frase do filósofo suíço parece fazer alusão à situação que a população canarinha encontra-se, de modo que as “correntes” que os prendem são os desafios para conter as causas do abandono acadêmico, tendo em vista que alguns desses motivos podem ser a necessidade de trabalhar, gravidez precoce e o envolvimento com o crime, de acordo com estudos feitos pelo site da “Veja”.
Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades de combate a evasão escolar. A fim de garantir a segurança do cidadão comum e evitar essa transformação cultural, essas secretárias municipais e estaduais de educação devem criar projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover palestras e atividades lúdicas por meio de orientações de ONGs que tenham experiência comprovada nesse cenário específico de conscientização populacional, transformando, assim, a comunidade escolar e a sociedade no geral. Destarte, será possível quebrar as “correntes” e alcançar uma cidadania legítima e plural.