Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/07/2019

No contexto social vigente, o termo evasão escolar pode ser definido como o abandono do ensino em decorrência de qualquer motivo. Dessa forma, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos deixaram a escola sem a conclusão do ensino, evidenciando o profundo descuidado com a educação. No entanto, observa-se que essa questão ocorre devido a irresponsabilidade do governo, além da negligência da população. Logo, avaliar a atual conjuntura do país faz-se uma prerrogativa válida.

Em primeiro plano, deve-se analisar a falta de preocupação do governo como principal causadora do problema. Desse modo, é possível remeter ao fato histórico da realização do Segundo Congresso Nacional de Educação de Adultos, em 1958, que abriu as portas para as primeiras discussões sobre evasão escolar. Entretanto, hodiernamente, o que se tem observado é uma escassez de medidas na busca de alternativas viáveis para solucionar o obstáculo, fator demonstrado com frequência no aumento do número referente a baixa escolaridade da população brasileira, principalmente na região Nordeste, causado por uma gestão ineficaz e preocupada em gastar tempo e verba em outras áreas como a saúde, gerando o agravamento do caso.

Paralelo a isso, é essencial aludir sobre a desaplicação social como outra imortalizadora do emblema. Dessa maneira, segundo Immanuel Kant, famoso filósofo prussiano, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Comprovando o desvio de pensamento dessa parte da sociedade, os levando a crer que a escolaridade é algo dispensável para ingressar no mercado de trabalho atual, o qual exige certo grau de formação, sendo que tal maneira de pensar os conduzem a abandonar as escolas, o que dificulta procura de serviços, ocorrência que causa a piora do obstáculo.

Entende-se, portanto, que a continuidade da questão da evasão escolar no Brasil, na contemporaneidade, é fruto do pouco intermédio político e da desatenção da população. Diante disso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve reformular a forma de ensino nas escolas brasileiras adicionando momentos de incentivo para os alunos para que se reduza as chances de abandono escolar, tomando como base iniciativas preexistentes em outros países, com o objetivo de modificar o cenário hodierno. Ademais, é indispensável que as instituições de ensino, juntamente com organizações não governamentais (ONGs), promovam palestras sobre a evasão escolar e os riscos que ela pode trazer, com o apoio de educadores e sociólogos capacitados, voltados a jovens e adultos, com o intuito de acabar com tamanho desmazelo.