Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 27/07/2019

Ambiente repulsivo

O pensamento de Nelson Mandela: “A educação é o grande motor do desenvolvimento de uma nação”; propõe que o progresso pessoal deve ser um conjunto de ações deliberadas e que exigem muita dedicação e disciplina. Assim, a indesejável evasão escolar abrange diversos motivos e, ainda impede o progresso da pátria, de modo que carrega prejuízos sobre a população – uma barbárie, incoerentemente, (oni) presente.

A priori, no artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente consta que todos os jovens tem direito à educação. No entanto, o aumento gradativo de adolescentes fora do âmbito escolar brasileiro caracteriza-se perceptível na sociedade contemporânea. De acordo com o IBGE, 1 milhão e 300 mil jovens entre 15 e 17 anos abdicaram desse direito durante o Ensino Médio, dentre escolas públicas e privadas, pois deparam com inúmeros fatores sociais, financeiros e pessoais, como priorizar o trabalho por dificuldades econômicas, falta de apoio familiar, gravidez na adolescência, além do envolvimento com drogas.

Sob esse prisma, deixar de frequentar uma instituição de ensino e renunciar ao direito à educação é uma decisão que provoca graves consequências futuras, uma vez que, no mercado de trabalho perdem espaço para aquele que possui instrução. Entretanto, o desqualificado ensino médio e superior, não propõe práticas que visem a vida profissional e portanto, estes jovens submetem-se a trabalhos exaustivos, devido à falta de formação curricular e as exigências que os empregos priorizam.

Infere-se, pois, que o malquisto desvio escolar conclama intervenção governamental de regulamentação. Dessa forma, o Governo precisa atuar iminentemente nesse problema, bem como oferecer uma instituição com um sistema de ensino que seja atraente para os alunos, na construção de laboratórios de pesquisa e bibliotecas, a fim de incentivar o acesso à informação. E, o Ministério da Educação, deve mudar a metodologia de ensino, a partir de atividades escolares mais dinâmicas e aplicar práticas extra-curriculares, para que os jovens sintam-se acolhidos num ambiente aprazível. Logo, a educação é essencial na formação do indivíduo, comprovado na frase do filósofo Kant:“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.