Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/07/2019
Segundo Max Weber, o status econômico; político e social garantem privilégios para o indivíduo, como o acesso facilitado à educação. Ao contrário, pessoas desprovidas dos status mencionados tem acesso restrito à esses privilégios, e então o fenômeno da evasão escolar se apresenta. Uma vez que a desigualdade social juntamente com a desmotivação da juventude fazem parte da realidade brasileira.
Primeiramente, é certo que grande parte dos jovens que desistem dos estudos fazem parte de famílias vulneráveis economicamente e socialmente. Em suma, a desigualdade social afeta diretamente a educação brasileira, seja pela distância do colégio ou pelas necessidades nos lares. Por exemplo, segundo o Banco Mundial, jovens de 15 a 25 anos vivendo em famílias de baixa renda têm 2,3% de probabilidades a mais de abandonar os estudos.
Ademais, é relevante considerar que a desmotivação dos jovens perante os estudos também auxilia na progressão da problemática. Isso se dá pelo fato de existirem poucas políticas de incentivo ao estudo como ascensão social. Além disso, esses indivíduos recebem pouca orientação e motivação familiar, acarretando na descrença da existência de possibilidade de ascensão social.
Portanto, a evasão social é consequência da realidade brasileira. Dessa forma, é dever do Estado promover auxílio estudantil para famílias vulneráveis, por meio da construção e investimento em mais escolas públicas em pontos estratégicos; além da continuidade do programa Bolsa Família, com o fito de amenizar os efeitos das desigualdades e levar educação para todos. Destarte, também é dever do Ministério da Educação - com o auxílio dos pais brasileiros - trabalhar no incentivo ao estudante, por meio de palestras motivadoras e investimentos em cursos profissionalizantes gratuitos para alunos de colégios públicos, a fim de apoiar a jornada estudantil e oferecer resultados a curto prazo. Deveras, o Brasil poderá desviar desse rumo de forma efetiva.