Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/07/2019
No Brasil Monárquico, o acesso à educação era permitido somente para a classe dominante dessa época. Na contemporaneidade, o sistema educacional expandiu-se por grande parte da sociedade brasileira. Entretanto, o número de abandono escolar acentuou-se, sobretudo, em áreas violentas.Nesse contexto, é necessário analisar dois aspectos: inobservância do Poder Público a essa problemática, bem como o crescimento do mercado informal.
Inicialmente, o Estado tem o dever de assegurar educação a todos os cidadãos.Contudo, quando se observa a realidade do país, vê-se que tal artigo não se concretiza na prática. Comprova-se essa afirmação pelo crescente número de indivíduos que desistiram da vida escolar, sem sequer, concluir o ensino básico. E isso é paradoxal ao princípio da constituição brasileira: formação educacional primária do indivíduo, a fim de que ele exerça sua cidadania. Logo, nota-se que um dos fatores que influenciam a evasão da escola é a falta de assistência do Poder Público para essa questão.
Além disso, outro quesito que corrobora a saída de jovem da vida escolar é a atração do mercado informal a esse público. Conforme a revista Veja, cerca de 30% das pessoas entre 15 e 17 anos que evadiram do mundo educacional estão no setor de trabalho de forma inadequada. Tal fato proporciona um ganho salarial inferior, assim como relação de dependência entre patrão e empregado. O que contraria o pensamento do sociólogo Paulo Freire- a educação é uma maneira de emancipação do indivíduo.
Torna-se evidente, portanto, que o crescimento da evasão escolar é grave e exige soluções imediatas. Logo, cabe ao Ministério da educação a elaboração de um projeto em parceria com a secretaria estadual e municipal com o objetivo de assegurar, de forma efetiva, a formação completa (ensino primário ao Médio). Tal plano deve ser implementado nas escolas as quais o índice de evasão é constante.