Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/07/2019

Conhecido com um dos piores índices educacionais do mundo, ocupando a penúltima posição segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil peca nesse setor há muito tempo, e sem melhora. Por consequência, a evasão escolar atinge um dos maiores índices e isso acaba refletindo na realidade brasileira, por causas do cotidiano do brasileiro como ter que ajudar a complementar a renda da família, gravidez na adolescência, o bullying que muitos sofrem nos ambientes escolares, principalmente públicos, e, por conseguinte, gera aumento das taxas como de pobreza, da criminalidade já que a maioria recorre a outros meios para conseguir seu sustento.

Primeiramente, a influência escolar acontece em casa, os pais, muitas vezes, condicionam as possíveis realidades dos filhos, mostrando os melhores caminhos a serem seguidos. Então, se os pais de uma criança que vivem na periferia não tiveram condições de continuar no estudo, dificilmente seus filhos irão continuar na escola e completarão os estudos, aumentando a evasão escolar. Ainda, acontecimentos que ocorrem na vida desses adolescentes regem a escolaridade, como gravidez, necessidade de geração de renda para ajudar a família e quadro social vigente na escola, com o exercício do bullying e violência.

Em consequência a esse quadro, existe uma enorme quantidade de jovens, principalmente dos 15 aos 17 anos, segundo o MEC, que saíram da escola e estão no mercado de trabalho sem nenhuma capacitação e estudo para gerar uma condição melhor de vida. E isso gera consequências para a realidade brasileira, a partir de um estudo realizado pelo sociólogo Marcos Rolim, o aumento da evasão escolar gera reflexos na criminalidade, já que a maioria dos encarcerados não apresenta escolaridade alta, como ensino médio ou superior. Ademais, os níveis de miséria crescem já que os próprios trabalhadores não tem qualificação necessária para haver desenvolvimento profissional.

Portanto, a evasão escolar está totalmente relacionada à realidade brasileira, e isso piora as taxas de desenvolvimento do país, sendo necessárias medidas para que ocorra a diminuição desse desafio. Assim, por meio de uma Política Nacional, realizada pelos Ministérios da Educação, do Trabalho e da Comunicação Social, diretrizes e estimativas que devem ser apresentadas em escolas com baixos índices de frequência de alunos, por meio de mídias sociais e e-mail, demonstrando a importância da formação escolar na capacitação e melhores condições de trabalho para aqueles que continuam na escola. E da criação de pequenos comerciais, que passem em redes televisivas, em que retratem as diferenças das crianças e adolescentes que continuam na escola. Dessa forma, como Paulo Freire, sociólogo brasileiro, a educação muda as pessoas.