Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
A família. A escola. Os alunos. São os protagonistas responsáveis pela evasão escolar, que poderia ter solução se, houvesse um trabalho de harmonia entre esses três personagens.
Enquanto alguns alunos têm a situação socioeconômica precária de sua família como vilã, resultando em um baixo rendimento e levando-os a sucumbir a evasão para trabalhar, outros alunos têm um sistema escolar baseado na falta de professores e em aulas extremamente desinteressantes como antagonista, que tornam a alternativa de evasão mais sedutora aos seus olhos.
Nessa última, há visivelmente uma imprudência dos outros alunos no reconhecimento da importância da educação, especialmente na vida profissional, onde ter o ensino médio no currículo é um critério básico na seleção de candidatos. Isso deve ser resolvido com uma palestra da importância da educação anualmente para todos os alunos.
A escola também deveria desenvolver dois programas (que podem ser organizados por ONGs): o centro de apoio ao aluno trabalhador e o centro facilitador de aulas. O primeiro deve ser ativado assim que o aluno começar a trabalhar, onde acontecerá uma conversa mensal entre a família, a escola e o estudante, todas as partes deverão expor as dificuldades enfrentadas pelo estudante com relação ao estudo e trabalho, e então a escola ou a ONG deve analisar o melhor jeito de ajudar esse aluno. O segundo centro é voltado para aqueles alunos desestimulados com relação ao estudo, no qual os estudantes devem ser os encarregados de criarem propostas de aulas mais interessantes em união aos professores.
Portanto, com esses três protagonistas trabalhando em conjunto vai ser possível observar uma diminuição da evasão a longo prazo, já que se leva em consideração que o aluno deve ter um tratamento mais humanizado e enxergado como um ser complexo que precisa auxílio e protagonismo em sua vida escolar.