Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 25/07/2019

O conceito da Tabula Rasa, pensada pelo filósofo John Locke, defende que o homem nasce como uma folha em branco e as suas experiências ao longo da vida preenchem essa folha. Analogamente a tal pensamento, pode-se dizer que a educação desempenha um importante papel na aquisição de novos conhecimentos. Entretanto, observa-se, na atual conjuntura brasileira, uma problemática relacionada a evasão escolar. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Educação – MEC-, aliado ao Poder Executivo, tomem medidas que visem à redução da problemática.

Em primeiro plano, cabe analisar que Constituição Cidadã garante o acesso à educação aos cidadãos. Além disso, vale ressaltar que uma emenda constitucional em 2009, fez com que se tornasse obrigatório o ensino para indivíduos de 4 a 17 anos. Diante disso, muitos jovens vão à escola e não encontram um significado prático do currículo acadêmico, além da falta de atratividade das atividades escolares. Esses fatores contribuem para uma percepção de baixa efetividade e de pequeno retorno que o adolescente terá após anos de estudo.

Desse contexto, depreendem-se consequências nos âmbitos social e individual. Por exemplo, para a sociedade, segundo dados do site GESTA, a evasão escolar de um jovem gera um gasto de dezoito mil reais a mais no combate a violência e a criminalidade. No plano pessoal, a saída do colégio resulta numa possível diminuição da expectativa de vida do adolescente, visto que quem estuda tende a ser mais positivo sobre a sua vida, cuidar mais do bem-estar e da saúde.

Evidenciam-se, portanto, a necessidade de ações promotoras de transformações. Para tanto, o MEC, aliado ao Poder Executivo, deve ressignificar o currículo escolar, propiciando que o conteúdo ensinado possa ser relevante para o estudante e para a sociedade moderna. Tal ação pode ser feita por meio de um planejamento interdisciplinar construído coletivamente e também da ampliação de escolas públicas com formação integral, para que os adolescentes possam passar mais tempo na escola e resgatar o interesse na educação, além de amenizar o impasse da evasão escolar. Somente assim, o homem poderá preencher sua folha branca seguindo o conceito de Locke.