Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
A evasão escolar é uma questão pública?
A evasão escolar é um problema com grande presença no cenário brasileiro. Por diversos motivos, crianças e adolescentes de regiões marginalizadas abandonam a escola antes de completar o ensino fundamental. A educação infantil e o ensino fundamental I são de responsabilidade dos municípios, o ensino fundamental II e o ensino médio são prioridades dos governos estaduais, já a união é quem fica com a função de coordenação financeira e técnica desses setores. Logo, é importante discutirmos quais são as causas, as consequências e as possíveis soluções para esse conflito que tem muito influenciado para o crescimento da violência.
Entre os principais motivos que os alunos alegam ter abandonado a escola estão a gravidez, a falta de interesse e a entrada em práticas ilegais como tráfico e roubo. Muitas vezes a culpa é associada aos alunos ou professores, mas a verdade é que todos esses fatores são originários de uma estrutura social econômica precária e o atual sistema arcaico de ensino. A falta de interesse frequentemente vem de uma não perspectiva boa do futuro acadêmico ou condições precárias de ensino, o que faz com que muitos adiram ao crime, e a gravidez precoce pode ser associada a escassez de políticas públicas de conscientização sobre as práticas sexuais na adolescência, principalmente a jovens de subúrbios.
As consequências do aumento do quadro de evasão são limitadoras para o crescimento do país, visto que aumenta a quantidade de jovens envolvidos em crimes, logo, influencia no aumento da violência. Além disso, é diretamente ligada ao aumento nas taxas de analfabetismo no Brasil, e isso é preocupante para todos os setores, incluindo o político, onde a alienação facilita a entrada de gananciosos no poder. Entre todos esses fatores, ainda temos o trabalho infantil, que, além de ser uma prática ilegal, favorece o abuso de poder pelos proprietários, barateia a mão de obra e normalmente é associada a trabalhos pesados, o que impede um crescimento infantil saudável. Segundo a Constituição Federal, a principal lei do país, a educação é um direito social. Como vimos, esse papel de ensino é dividido entre alguns representantes, entretanto, quem tem o papel de prestar assistência técnica e financeira aos Estados e Munícipios, para o desenvolvimento de sistemas de ensino e atendimento prioritário à escolaridade obrigatória, é a união. Para a melhora desse quadro, é preciso que haja uma coadjuvação entre os representantes e uma boa gestão do dinheiro público por parte do governo, para assim reformularem um melhor sistema de ensino que assista jovens humildes e os inclua no mercado de trabalho.