Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 25/07/2019

Segundo o censo realizado pelo INEP, 2 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola, e de acordo com a pesquisa divulgada pelo Todos Pela Educação, as principais causas de evasão escolar são a gravidez precoce, o trabalho, a violência e o desinteresse próprio do aluno. Logo, torna-se notório que o desequilíbrio familiar e o sistema educacional falho, permitem o crescimento desses dados.

Em primeiro plano, é importante destacar que, a evasão escolar está diretamente interligada a situação socioeconômica precária das famílias brasileiras, que não são capazes de dar o incentivo necessário aos seus filhos, e que além disso, são obrigados a trabalhar ao invés de estudar para complementar a renda. Ademais, em virtude de possuir uma origem familiar pouco escolarizada, reflete nos estudantes o baixo interesse em frequentar as escolas, como também a falta de diálogo sobre o ato sexual, que decorre em uma gravidez precoce e indesejada, tornando contínuo o problema enfrentado.

Outrossim, em versos de Favela Vive, “Terror da bola na escola, o causador das ‘confusão’, inteligente, problemático, melhor na redação, largou o estudo atraído por maconha e pichação”, retrata-se o óbice vivenciado pela sociedade brasileira, no qual a escola perde espaço para oportunidades atrativas e de rápido retorno, oferecidas por um ambiente de grandes reações negativas. Sendo assim, é visível hodiernamente, as consequências de um projeto educacional desestruturado, no qual há a ausência de um espaço lúdico e deleitoso, além disso, a falta de profissionais que atentem-se ao aluno, e diversifiquem as aulas, tornando-as mais cativantes, contribuem para as quedas nos números de matrículas constados pelo INEP.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual, em que haja a inserção na escola tanto da criança e do adolescente, quanto de seus pais. Para introduzir os alunos na escola de forma efetiva, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC), reformule o sistema de ensino vigente, por meio de projetos de capacitação profissional que validem a necessidade de diversificar as aulas provocando o interesse do aluno, e de assistentes sociais que analisem o perfil deste e atentem-se ao desempenho na sala de aula, como também a flexibilização de horários, com a criação de várias turmas, que possam abranger um número maior de estudantes, além disto, que o Ministério da Justiça assegure toda a família mediante políticas de segurança que combatam a violência, para que assim, todos tenham direito a um ensino básico de qualidade, pois como dita o raper Chris MC, “Nosso final feliz tem a ver com o começo”.