Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
Por definição,evasão escolar é o que ocorre quando um aluno deixa de frequentar a escola e fica caracterizado como abandono escolar.Tal realidade,acontece no cotidiano brasileiro no qual segundo estudos do Instituto Unibanco,feito com base nos dados do Instituto Brasileiro de geografia e Estatística(IBGE)em 2014,“há 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos,dos quais,52% não concluíram sequer o ensino fundamental”.Nessa diretriz,fatores como a ausência de infraestrutura básica no país em adesão ao desinteresse favorecem o impasse.Assim,é necessário analisar o fenômeno em busca de uma solução para contorná-lo.
Dentro desse contexto,a escassez de investimento estatal nos setores nacionais de base como na saúde,moradia,saneamento e principalmente na educação são aspectos que contribuem na redução da qualidade de vida brasileira,aumentando a desvalorização do ensino educacional.De acordo com estudos feitos pelo IBGE e do Ministério da Educação(MEC) indicam que há grupos com maior risco.São jovens de baixa renda,em sua maioria negros,que trocam com frequência os estudos por um trabalho precário ou que ficam grávidas já na adolescência.Nesse sentido,muitas comunidades carentes sofrem com a falta do investimento governamental no ramo da educação.
Por conseguinte,devido à fraca perspectiva de qualidade de vida e o baixo índice de rendimento estudantil no Brasil,muitos jovens abandonam os estudos por diversos motivos como:auxiliar a família financeiramente,desinteresse pessoal ou a proibição dos pais de frequentar o ambiente de ensino,conforme notícias a revista Veja em abril de 2017.Por outro lado,segundo o educador Paulo Freire,se a educação sozinha não transforma a sociedade,sem ela tampouco a sociedade muda.Sob essa lógica,o crescimento das taxas de afastamento na escolaridade é proporcional ao número de futuros profissionais de baixa qualificação,condicionando no aumento da desigualdade social brasileira.
Diante do exposto,é mister a tomada de atitudes do Estado para amenizar a situação atual.Em primeira instância,é dever do MEC a criação,por meio de verbas públicas,de Censos demográficos,contratando especialistas da área,no intuito de recolher informações a respeito das populações que vivem em locais carentes,buscando à melhoria na estrutura educacional dessas regiões.Por sua vez também,cabe à mesma instituição estatal a instalação,através de fundos monetários do país,a instalação de unidades escolares modernas que tenham a capacidade de atender às comunidades carentes,vinculando funcionários especializados no ramo e disposto à causa.Somente assim, essas medidas viabilizarão o surgimento de uma sociedade mais qualificada para o mercado.