Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/07/2019

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil apresenta a 3° maior taxa de evasão escolar do mundo. Nessa conjuntura, sabe-se que as principais causas da saída de jovens das escolas são as pressões familiares para trabalhar, mas também a gravidez precoce na adolescência. Dessa maneira, percebe-se a falta de políticas públicas adequadas por parte do Estado e o não cumprimento do artigo 205° da Constituição Federal do Brasil, que assegura o direito de todos à educação.

Consoante o educador Paulo Freire, ‘‘se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’’. Tal máxima é o motivo pelo qual a educação dos jovens devem ser valorizadas e não vilipendiadas por parte do Estado, pois o acesso a educação é o ímpeto para uma sociedade mais justa e igualitária, consequentemente, com um menor índice evasivo. Desse modo, o Governo falha devido à falta de políticas públicas adequadas para recolocar os jovens nas escolas e evitar a evasão.

Outrossim, o artigo 205° da Constituição Federal do Brasil, descreve veementemente a educação como direito fundamental e inalienável ao indivíduo, para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Nesse contexto, o governo torna-se omisso ao permitir que muitos jovens saiam das escolas precocemente, em  consequência disso, esses indivíduos muitas vezes irão trabalhar em condições inadequadas, gerando para o Estado um ônus cada vez maior. Logo, consoante Aristóteles, ’’ a educação tem raízes amargas, porém seus frutos são doces’’, diante dessa afirmação, evitar a evasão escolar tratá apenas benefícios para o Governo e o ser humano.

Em síntese, diante do fatos mencionados, a evasão escolar é um desafio que necessita ser atenuado no Brasil. Portanto, é mister que o Estado mitigue os principais focos do problema, o Ministério da Saúde aliado ao da Educação, devem fazer palestras nas escolas com foco na prevenção a gravidez precoce, enfatizando principalmente o uso de preservativos, que serão disponibilizados a todo momento em qualquer unidade hospitalar mais próxima. Outrossim, o Ministério da Cidadania junto aos Conselhos Tutelares regionais devem auxiliar as  famílias cujos filhos estejam com propósito de deixar a escola para trabalhar, com um apoio social subsidiado pelo próprio Governo, como por exemplo o ingresso ao menor aprendiz, podendo trabalhar, sem sair da escola. Caso tais medidas sejam implantadas com mais rigor e seriedade, os problemas relacionados à evasão escolar atenuar-se-ão.