Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 25/07/2019

“O ser humano não teria alcançado a evasão escolar dos estudantes se, repetidas vezes, não tivesse tentado apresentar aos jovens condições desfavoráveis a um ambiente propício para prosseguir os estudos”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a evasão escolar dos jovens, mas também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de adaptar o ambiente socioeconômico dos jovens às condições favoráveis de estudos de modo a instruí-los acerca da importância de permanecer na escola pelos integrantes dessa mesma sociedade.

Primeiramente, cabe destacar que a adaptação do ambiente socioeconômico dos jovens às condições favoráveis de estudos como, por exemplo, a ampliação de investimentos socioeducativos federais para que os jovens permaneçam nas escolas; está assegurada não só pelos Direitos Humanos, mas também pela Constituição do Brasil. No entanto, os pilares de uma república são deixados de lado a partir do momento em que os jovens deixam as escolas em troca de um trabalho em condições sub-humanas com frequência; ou por causa da gravidez precoce, de modo a abrir oportunidades para que a sociedade se torne excludente cada vez mais, haja vista que segundo os dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o número de jovens defasados em relação à conclusão dos estudos na idade adequada cresceu cerca de 5,9% nos últimos três anos.

Paradoxalmente, o ser humano, o qual é considerado como um ser racional, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que está à procura de desenvolver projetos sociais para amenizar as desigualdades socioeconômicas das pessoas. Contudo, deixa a desejar no que se refere às ações de amenizar a evasão escolar dos jovens, os quais estão inseridos em uma realidade brasileira desfavorável para prosseguir os estudos como, por exemplo, a necessidade de trabalhar para ajudar a família possivelmente, haja vista que segundo o IBGE e o MEC(Ministério da Educação e Cultura) a evasão escolar é mais intensificada por jovens pertencentes às famílias de baixa renda familiar.

Portanto, a realidade brasileira de evasão escolar dos jovens deve ser combatida com a iniciativa do Ministério Público Federal, em parceria com as escolas municipais, psicólogos e o Ministério da Educação, em realizar a implementação de debates socioeducativos e ouvidorias, por meio de palestras e a coleta de dados dos estudantes acerca dos principais obstáculos sociais problematizados pelos jovens para instruí-los nos estudos e ajudá-los de acordo com as carências socioeconômicas específicas. Além disso, também é necessária a propagação de folhetins para que haja a fomentação dos jovens em permanecer nas escolas e prosseguir os estudos.