Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/07/2019

Conforme ressaltou o pedagogo e filósofo Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”. Entretanto, no Brasil, a permanência do aluno na escola está cada vez mais difícil, caracterizando a chamada evasão escolar, um dos desafios a ser enfrentado por gestores, e a comunidade escolar ( professores, diretores, pais e alunos ). Nesse âmbito, pode-se perceber que a problemática persiste devido o arcaico modelo de educação e a falta de incentivo dentro dos lares.

De acordo com o filósofo Rousseau, a educação deve, a priori, despertar o interesse do aluno e, para isso, é necessário ela ser lúdica, progressiva e interativa. No entanto, o modelo de ensino difundido em sala de aula ainda é do século XIX, em que os alunos não são instigados a refletir e participar em debates, uma vez que, em tal modelo, o professor e quem ministra integralmente a aula sem maior interesses no diálogo acerca da temática exposta. Desse modo, a monótona transmissão de conhecimentos contribui para a evasão escolar que, de acordo com o Programa Nacional de Educação, alcança aproximadamente 11% do número dos alunos matriculados nas redes de ensino de todo o país.

Outrossim, é fundamental pontuar, ainda, que para o sociólogo Durkheim, a educação é um processo não limitados a determinada instituição social, mas sim, um processo amplo e complexo. Esse conceito aponta o erro de muitas pessoas que consideram a instituição ( escola) como causa principal da evasão escolar, quando, não raro,o motivo é a falta de incentivo dos próprios país. Tal afirmação e corroborada de acordo com o Instituto de Desenvolvimento de Educação Básica, o qual ressalta o contínuo aumento da ausência dos pais em reuniões escolares. Destarte, medidas prementes devem ser tomadas, no intuito de erradicar esse preocupante fato social.