Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 19/07/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Educação e ao bem-estar social. Conquanto, as razões que levam a evasão escolar de muitos jovens brasileiros impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o descanso por parte do Governo rompe essa harmonia, haja vista que há um déficit de assistência social dos órgãos competentes, resultando na falta de acompanhamento pedagógico e políticas públicas de manutenção do aluno nas escolas que mais precisam dessa atenção.

Faz-se mister, ainda, salientar a condição social de vários alunos como impulsionadora do abandono escolar. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que os problemas sociais vivenciados por múltiplos adolescentes fazem com que estes evadam para trabalhar e ajuda na renda de casa, levando à carência educacional e tendo como principal consequência a reprovação, esta que desestimula e resulta na desistência de estudar.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade mais justa. Destarte, o Ministério da Educação (MEC), deve identificar e prestar assistência a escolas carentes de recursos educacionais, promovendo a melhoria estrutural e didática da instituição. Além disso, consoante o pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e estas transformam o mundo. Logo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), deve selecionar profissionais para irem até a casa de estudantes que abandonaram a escola, e observar suas condições para providenciar recursos motivacionais que possibilitem o retorno destes. A partir destas ações, espera-se propiciar uma melhoria nas condições educacionais e sociais desse grupo.