Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/07/2019
Promulgada pela ONU, em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar social. Conquanto, a evasão escolar impossibilita que uma grande parcela da população desfrute desses direitos. Nesse contexto, não há dúvidas de que a evasão escolar é um desafio no Brasil, o qual ocorre, infelizmente, devido não só ao status socioeconômico das famílias brasileiras, mas também a falta de incentivo aos adolescentes e jovens.
Segundo Immanuel Kant, “ o ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Atrelado a isso, Nelson Mandela em seus muitas discursos profere “ a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Nesse sentido, é fato que a educação é o elemento principal para o desenvolvimento de um país. Entretanto, a status socioeconômico de vulnerabilidade de muitas famílias brasileiras corroboram para que as taxas de evasão escolar cresça a cada ano, pois com a dificuldade financeira muitos adolescentes se veem no dever de trabalhar para ajudar financeiramente seus familiares, com isso abandonam as escolas permanente afetando no desenvolvimento do país aumentando não só as taxas de trabalhos de baixa renda, mas também as de analfabetos no país.
Além disso, segundo Emile Durkheim, “ é na infância que os indivíduos passam pelo processo de socialização, ou seja, adquirem os valores mais eleico da sociedade em que se encontra”. Embasado nisso, os adolescentes/jovens tendem a seguir um determinado padrão social, como disse Pierre Bourdie, sem sua teoria “Habitus”, que “ toda sociedade incorpora os padrões sociais impostos e os reproduzem ao longo das gerações”. Tendo em vista isso, a falta de incentivo aos adolescentes/ jovens fazem com que eles sigam um determinado padrão de vida seguido, em grande parte, pelos seus próprios pais, aumentando assim, os índices de evasão escolar.
Infere-se, portanto, que para acabar com o desafio da evasão escolar na sociedade brasileira é de urge importância que o Governo promova uma ajuda financeira às famílias de vulnerabilidade socioeconômica e o Ministério da Educação realize palestras motivacionais aos pais e filhos e aulas mais didáticas.