Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 18/07/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando o indivíduo se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, quando se observa a evasão escolar, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela negligência governamental, seja pela omissão escolar.
Convém ressaltar, a princípio, que é incontestável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com o artigo 3 da Carta Magana, elucida o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária. Contudo, há 1,3 milhão de adolescentes entre 15 e 17 anos que estão fora da escola, segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto percebe-se que os jovens acabam permanecendo à revelia da marginalização social.
Outrossim, destaca-se a omissão escolar como impulsionador do problema. É imprescindível frisar, de acordo com a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório para as crianças de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade da família e do Estado. Em harmonia com Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. No entanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país. Dessa maneira, a precariedade com a evasão escolar se constitui como um dos infortúnios que prejudicam a progressão por uma comunidade melhor.
Logo, para que a negligência governamental e a omissão escolar deixem de existir, medidas precisam ser tomadas. Sendo assim, é essencial que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), financie projetos educacionais nas escolas, por meio de ampla divulgação midiática que inclua propagandas televisivas e debates entre educadores e alunos. Por fim, como salientou Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.”