Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/07/2019

De acordo a lei da inércia, apresentada pelo físico Newton, os corpos permanecerão em seu estado natural se uma força externa não for exercida sobre eles. Se aplicado á evasão escolar no Brasil, pode-se dizer que a problemática citada permanecerá em seu estado inicial se não houver intermédio por parte de autoridades públicas.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a desigualdade social é um dos fatores que corroboram com a defasagem de alunos no ambiente escolar, já que adolescentes e crianças entram precocemente no mercado de trabalho para ajudar na renda da casa. Para o filósofo brasileiro Paulo Freire, se somente a educação não consegue provocar mudanças na sociedade, sem ela tampouco a sociedade mudará. Portanto, pode-se dizer que os pais cujo não completaram o currículo escolar, precisarão que seus filhos contribuam com a renda familiar, corroborando para que esses do mesmo modo, não terminem seus anos letivos e se tornando igualmente incapacitados para o mercado de trabalho quando já crescidos, por fim criando um ciclo vicioso que compactua para que a educação não atinja seu principal alvo e também para com a desigualdade.

Ademais, a gravidez na adolescência pode ser outro agravativo do tema proposto. Nota-se que há uma defasagem por parte do Estado, que distribui materiais que se mostram ineficientes ao alertar sobre os métodos contraceptivos e até mesmo sobre doenças sexualmente transmissíveis, bem como não fornece nenhum tipo de incentivo para que essas adolescentes continuem com os estudos mesmo após a gestação, o que pode se resultar em baixo rendimento escolar e até mesmo a saída da vítima em questão desse ambiente.

Sendo assim, para que uma força significativa haja sobre esse corpo e desta forma aconteçam mudanças, é fundamental que o Governo Federal, junto do Ministério da Educação, sancione projetos que enalteçam a importância dos estudos utilizando propagandas promovedoras da questão. Também, é de suma importância a melhoria de materiais didáticos, para que esses, de maneiras diversificadas e atrativas para o público jovem, promovam debates em sala sobre temas como o uso de preservativos.