Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 18/07/2019

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 1 milhão de jovens abandonaram a conclusão de seus estudos.Esta recorrência deve-se a fatores que impedem ou desestimulam a presença do aluno em seu respectivo ambiente escolar, uma vez que este fato repete-se com maior frequência nas classes mais pobres. Entretanto, a procura por uma oportunidade de trabalho devido a renda salarial familiar rouba o direito legislativo de aprendizado, no qual é assegurado pela Constituição federal de 1988, visto que garante o bem-estar de todos.Contudo, o processo de evasão escolar tem aumentado, seja pela necessidade financeira, gravidez indesejada, ou pelo desestímulo intelectual.

Em primeiro plano, é notório que os problemas na base de formação educacional do indivíduo, transparece de fatores sociais.Segundo o filósofo chinês Confúcio, “a cultura está acima da diferença de condição social”, contradizendo o favorecimento no processo estudantil proporcional à renda, o que potencializa a ascensão social brasileira. Todavia, casos de gravidez na adolescência acentuam também o distanciamento da formação destas meninas, nas quais, majoritariamente, não recebem apoio psicológico institucional.

Paralelo a esta questão, é indispensável ressaltar que o distanciamento entre a rede de ensino, principalmente público, e o aluno, condicionam ainda mais o desestímulo juvenil pelo engajamento em sua formação acadêmica, propiciando o desinteresse destes estudantes em concluírem este ciclo. Desta forma, os fatores sociais não auxiliam no interesse dos jovens em permanecerem na escola, de acordo com suas respectivas realidades.

Diante desta problemática, constata-se que a permanência do jovem cidadão até o período de conclusão de seus estudos, gera uma formação individual estruturada e promove-o maior desempenho em seu papel social.Assim, cabe à Secretaria da Educação motivar e impulsionar as instituições educacionais, restruturando de forma eficiente a base educacional dos alunos, agregando também, visitas domiciliares e acompanhamentos psicológicos para que haja maior estímulo e permanência dos estudantes no ambiente escolar.