Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/07/2019
No Brasil hodierno, dificuldades têm sido encontradas nas tentativas de diminuir a evasão escolar, que passa por uma realidade de crise. Isso acontece, sobretudo, porque grande parte dos jovens que vivem sob condições de renda baixa precisam trabalhar, abandonando o ambiente escolar.
Em primeiro lugar, segundo afirma o padre escritor Antonio Vieira, “a boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem valor”. Contudo, observa-se, no país, um número elevado de pessoas que abandonam os estudos. Não é por acaso que, de acordo com o Censo Escolar de 2015, essa evasão alcança, no ensino médio, 11% do total de alunos. Nessa perspectiva, o principal problema relaciona-se à necessidade de alguns indivíduos, devido a situação de pobreza, de trabalhar quase o dia inteiro para colaboração no pagamento de despesas da família, sem sobra de turnos para seu desenvolvimento escolar.
Consequentemente, analisa-se uma dificuldade ampliada dessas pessoas no mercado de trabalho. Muitas vezes sem o básico de ensino, analfabetismo, e péssimas condições até mesmo de leitura, entrar na competição por uma vaga de emprego que exija estes preparos torna-se uma impossibilidade. Dessa maneira, é imprescindível que haja mudanças na estruturação escolar para que todos tenham acesso à educação.
Fica claro, portanto, que é dever do Governo Federal apresentar alternativas, a fim de estabelecer uma nova realidade. Para isso, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, invista na disponibilidade do ensino noturno nas escolas federais - já que estas são onde encontram-se mais famílias em condições de pobreza - com o objetivo de proporcionar uma nova possibilidade a quem precisa trabalhar em outros turnos. Quem sabe assim, o Brasil consiga minimizar não só a evasão educacional, mas também a desigualdade.