Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/07/2019
O filósofo Immanuel Kant dizia “o homem é aquilo que a educação faz dele”, ou seja, ele precisa ter educação para se relacionar com o mundo. Nesse sentido, hoje, essa visão teve pouca alteração, pois os indivíduos dessa sociedade precisam de educação para embarcar no mercado de trabalho e para conviver de forma a ser respeitado. No entanto, a evasão escolar é considerada um grave problema social e que tem gerado desemprego e contribuído para a violência urbana brasileira.
A princípio, é evidente que essa questão leva problemas para o mercado de trabalho. De acordo com a Constituição Federal brasileira, a educação é um direito de todas as pessoas, sendo assim é obrigação do Estado e da família proporcionar isso a elas. Por outro lado, a existência de impasses, como o surgimento da gravidez precoce e questões sociais podem influenciar os alunos em relação aos seus estudos, pois muitos tendem a sair da escola em busca de trabalho para o seu sustento. Tal perspectiva é demonstrada pela ausência de qualificação oferecida ao mercado de trabalho, que atualmente se encontra em momento de crise, devido a grande procura pelo primeiro emprego. Dessa forma, é indubitável que o sistema de educação pública carece de melhorias.
Outrossim, a evasão escolar contribui para o aumento da violência, sendo uma realidade vivida no país. Segundo uma pesquisa do sociólogo Marcos Rolim, na qual entrevistou um grupo de jovens violentos de 16 a 20 anos que cumpriam pena na prisão, obteve como resultado uma relação entre a saída da escola e os atos de agressões. Tal ato evidencia que a saída desses jovens do espaço educacional pode ser ocasionada por questões de dificuldades no aprendizado ou atos de bullying. Assim, sem uma intervenção profissional da escola, o indivíduo se vê sem apoio e, muitas vezes, desiste de estudar. Desse modo, observa-se que é preciso mais participação das famílias e dos profissionais da educação para evitar esse avanço da violência causado por essa questão.
Evidencia-se, portanto, que para evitar esses efeitos é necessário que as escolas em parceria com as famílias influenciem os alunos a frequentá-la, demonstrando que o ensino é primordial para o mercado de trabalho e a vida em sociedade. Ademais, é crucial que o Ministério da Educação em conjunto com a Secretaria de Educação elaborem projetos para ativar a participação dos alunos no meio escolar e, também, invistam na infraestrutura das escolas, enviando mais verbas para as reformas, construções, e qualificação dos profissionais, para que os alunos não se sintam sem o auxílio dos mentores e objetivando a aproximação do aluno com o espaço escolar.