Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 18/07/2019
A escola é de suma importância para a formação do indivíduo. Mas infelizmente no Brasil, muitos jovens a deixam antes da conclusão do ensino. De acordo com os dados do IBGE, 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos deixaram a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% não concluíram sequer o ensino fundamental. O certo é que a pobreza e a gravidez precoce são as principais causas da evasão escolar.
A causa primária é a pobreza. Devido a baixa renda familiar, as crianças ingressam no mercado de trabalho de maneira precoce, para ajudar os pais nas despesas da casa. Ademais, com a alta carga horaria de trabalho, as mesmas optam deixar a escola por não saberem conciliar ambas atividades. Outrossim, a falta de orientação também leva ao problema, já que estas ainda não possuem uma formação intelectual completa. Com isso, é nítido que a pobreza favorece a problemática.
Outro fator é a gravidez precoce. Em razão a este fato, a maioria das adolescentes deixam a escola ao engravidar ou prometem voltar depois do parto, o que não acontece. De acordo com um estudo feito pela fundação Abring, 30% das mães jovens de até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental. Dessa forma, é verídico que a gravidez na adolescência colabora para a evasão escolar.
As consequências inevitáveis é a precária inserção no mercado de trabalho e o aumento dos problemas de violência. Com a baixa escolaridade, os empregos são dificultados, além disso, quando encontrados possuem péssimas qualidades como alta carga horaria e baixo salário. Outrossim, com a saída da escola, muitos procuram um meio de sustento mais fácil, onde encontram as drogas, o qual proporciona o aumento da violência. Desse modo, é notório que esses resultados deixam claro a gravidade do problema.
Portanto, a evasão escolar é uma severa realidade. Para mudá-la, o Ministério de educação em parceria com as escolas e a mídia devem promover palestras para mostrar a importância da escolaridade. Ademais, as escolas precisam renovar os seus meios de ensino e tornar-se mais atrativos. A exemplo, a Finlândia, o país com a melhor educação do mundo, o qual dispensa provas nacionais e aposta na valorização do professor e na liberdade do seu trabalho. Ações como essas são passos importantes e direcionam o país para um futuro de mais desenvolvimento humano e social.