Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 12/07/2019

É incontrovertível, que o número de desistentes na escola aumentou significadamente. Assim, as crianças e adolescentes estão cada vez mais distantes de um futuro próspero e confortável, já que muitas das evasões escolares são ocasionadas devido ao trabalho infantil ou gravidezes na adolescência. Nesse sentido, a realidade aponta um país, que está despreparado em vários âmbitos.

De acordo com Jean Paul Sartre, o homem é condenado a ser livre. Nessa lógica, quando uma pessoa, ao usar de sua liberdade e deixar de frequentar a escola, ocorrem semelhanças a uma relação interespecífica desarmônica, em que há malefícios para ambas as espécies. Da mesma forma, ocorre em uma situação de evasão escolar, os prejuízos são evidentes, tanto para a instituição quanto para o indivíduo. Enquanto na instituição, a evasão contribui negativamente para o cálculo das taxas de rendimento escolar, tais taxas são de suma importância para a escola, uma vez que são usadas para o cálculo do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica –, fundamental para o monitoramento da qualidade da instituição, para o indivíduo diminui as probabilidades de possuírem um emprego formal, um bom salário e seus filhos terminarem pelo menos o ensino médio.

Por outro lado, em um país onde a desigualdade social e taxa de desemprego são altas, muitas vezes estas crianças e adolescentes se veem obrigados a deixarem a escola. Com base nisso, muitos deles tem que trabalhar para ajudar na situação financeira de casa e não tem como conciliar com a escola, outros casos são quando jovens engravidam sendo que por não ter apoio e ajuda para seguir adiante acabam desistindo. Isso demonstra, através destes dois exemplos, que um não depende do outro, mas interligam-se e são provas que o Brasil enfrenta sérias problemáticas e pouco é feito para redução dessas adversidades.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem a evasão escolar. Logo, a fim de reduzir a problemática, os gestores sendo o cargo mais alto da escola, pode estar mais presente no dia a dia dos alunos na instituição, com intuito de analisar déficits nos comportamentos de cada um. Dessa forma, caso seja problema com trabalho ou gravidez , o profissional vai orientá-los a agir da melhor forma possível, já que com auxilio de outros profissionais eles podem inserir essas famílias em políticas públicas específicas. Sendo assim, a realidade brasileira poderia melhorar de modo satisfatório.