Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/07/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal do Brasil garante a todos os cidadãos o direito à educação pública de qualidade. Apesar disto, nota-se um grande número de crianças e adolescentes que abandonam a escola, sendo vítimas, muitas vezes, das más condições que vivenciam ou até mesmo da ausência de incentivos sociais eficientes. Neste sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possíveis soluções para esse impasse.

Segundo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Em consonância ao pensamento do filósofo, é incontestável que aspectos sociais estejam entre os principais causadores da evasão escolar, haja vista que a maior parte destes indivíduos possui a responsabilidade de trabalhar para ajudar no sustento da família, o que pode, infortunadamente, conduzir ao mundo do crime, uma vez que há escassez de possibilidades para estes indivíduos.

Igualmente, de acordo com o matemático Pitágoras, se as crianças forem educadas, não será necessário castigar os homens. Evidencia-se, a partir disto, a negligência por parte do Estado, que, ao invés de incentivar a reintegração destes jovens à vida acadêmica, acaba por deixá-los à margem da sociedade. Desta forma, este fenômeno tem continuidade.

Por estas razões, o combate à evasão escolar deve ser efetivo. Para tanto, cabe ao Conselho Tutelar, aliado aos profissionais da educação, associar-se aos pais e a comunidade a fim de estabelecer estratégias eficientes através de projetos pedagógicos inclusivos. Assim, o ideal descrito na Constituição brasileira será enfim desfrutado verdadeiramente.