Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 21/06/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal declara que o Estado tem obrigação de oferecer ensino fundamental e médio de qualidade para todos os brasileiros. Conquanto, os casos de evasão escolar mostra-se como uma problemática. Isso se evidencia não só pela ineficiência governamental, como também pela falta de engajamento com os discentes.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11,8% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam fora das escolas em 2018. Tal dado faz-se alarmante, posto que a indiligência com aqueles que precisam ser tratados como prioridade é um fator considerável. Para o sociólogo Durkheim, a escola e a família são bases para a formação cidadã. Sendo assim, é inadmissível que sejam deixados como segundo plano, visto que tal advento traz prejuízos não apenas para os incapazes, mas também para a sociedade, fazendo com que o Brasil desperdice 35 bilhões ao ano.

Outrossim, o desinteresse em frequentar o estabelecimento de ensino é uma realidade estarrecedora, uma vez que as aulas são ineficientes e entediantes. Consoante ao pensador iluminista do século XVIII, Rousseau, a educação deve despertar o interesse do aprendiz e, para isso, é necessário ser lúdica, progressiva e interativa. Desse modo, torna-se inaceitável que o estudante  não tenha participação ativa e compromisso com os ensinamentos.

Infere-se, portanto, que medidas enérgicas precisam ser tomadas para resolver o impasse. Urge que o Governo Federal, mediante redirecionamento de verbas ao Estatuto da Criança e do Adolescente e às escolas, adjunto do Ministério da Educação - haja vista o seu dever em assegurar a educação qualificada -, planeje e desenvolva projetos para a criação de escolas com turnos integrais, além de oferecer cursos aos professores para tornarem as aulas mais didáticas, com o intuito de diminuir os índices de menores fora do ambiente escolar e seguir o exemplo de Pernambuco, que teve a menor taxa de abandono dos alunos. Dessa forma, poder-se-ia aproximar-se da Carta Magna brasileira.