Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/06/2019

A educação é um dos meios de perpetuar o conhecimento. Entretanto, o Brasil é o terceiro país com maior taxa de abandono escolar no mundo. Nesse contexto, não há dúvidas de que a evasão escolar é um desafio para o país, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também às metodologias de ensinos das escolas.

Inicialmente, é válido ressaltar que a principal consequência da evasão escolar é o agravamento e a persistência do ciclo da desigualdade social. Nesse sentido, entrar no mercado de trabalho sem os estudos concluídos torna-se mais difícil, uma vez que, a maior parcela dos empregadores exige a conclusão do Ensino Médio. Com isso, alunos que abandonam a escola acabam por possuírem menores chances e oportunidades de conseguir bons empregos e consequentemente, de ascensão profissional e social. Contudo, observa-se que os empregos garantidos por indivíduo que não tem o ensino completo são com salários insuficientes para proporcionar ao cidadão e sua família uma vida digna.

Por conseguinte, sabe-se que a situação econômica desfavorável é um dos motivos para os discentes deixarem de frequentar uma instituição de Ensino. Nesse âmbito, de acordo com o Censo Escolar realizado entre 2014 e 2015, a taxa de evasão do Ensino Médio lidera 11,2 %. Nessa conjuntura, é válido enfatizar que os alunos deixam as escolas para ajudar os pais na renda familiar. Logo, os estudantes começam a trabalhar sem ter concluído os estudos.

Por fim, vale ressaltar que um fator que corroboram no abandono escolar é a falta de metodologias modernas dentro das salas de aulas. Nesse cenário, um em cada quatro jovens no Brasil abandonam o ensino médio por não terem vontade de irem à aula. Isso mostra que a metodologia usada nas escolas é arcaica, que não oferece oportunidade ao aluno de ter empoderamento intelectual.

Dessa forma, nota-se que medidas são necessárias para resolver a questão do abandono escolar. A fim dos jovens discentes serem ao mesmo tempo sujeito e objeto da ação de seu desenvolvimento, cabe às escolas a criação de Festivais da Educação, realizados duas vezes ao ano; desenvolvidos pelas secretarias municipais; com gerências operacionais dos alunos e visando a integração das escolas dos municípios. Contanto com danças, teatro, esportes e feira de conhecimentos realizados pelos estudantes. Somente assim, poder-se-á obter melhor qualidade de educação a todos no país.