Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 10/05/2019

Desde o Iluminismo, já sabemos - ou deveríamos saber - que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa à evasão escolar, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, devido, não só pela negligência governamental, mas também pela omissão escolar. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.

Em primeiro lugar, é incontestável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre os motivos da evasão escolar. Nesse sentido, de acordo com o artigo 3 da Constituição brasileira, elucida o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, com o propósito de garantir o desenvolvimento nacional. Contudo, seguindo os últimos dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos.

Outrossim, destaca-se a evasão escolar como impulsionador da evasão escolar. É primordial frisar, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das famílias e do Estado. Em harmonia com Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas, no entanto de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país.

Logo, ações são necessárias para amenizar a adversidade. Sendo assim, é essencial que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), financie projetos educacionais nas escolas, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre educadores e alunos. Dessa forma, o intuito de tal medida deve ser o diagnóstico das carências em cada ambiente escolar. Afinal, como salientou o escritor Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.