Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 17/04/2019
Diante dos problemas existentes na contemporaneidade, muito se debate a respeito da difícil situação que a sociedade enfrenta: a evasão escolar. Diante disso, pode-se afirmar que as causas dessa aporia estão diretamente relacionadas à negligência do Estado, como também, à necessidade do trabalho precoce. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar, é válido compreender, inicialmente, que diversos adolescentes enfrentam sérias dificuldades relacionadas à escassez de escolas bem estruturadas, devido, basicamente, à falta de planejamentos governamentais e à má administração pública. De acordo com o artigo 3 da Constituição brasileira, explana o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantindo-se o desenvolvimento nacional. Entretanto, seguindo os últimos dados fornecidos pelo (IBGE), há 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos.
Outrossim, destaca-se o trabalho precoce como impulsionador da evasão escolar. É fundamental destacar, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das famílias e do Estado garantir a eles uma educação integral. Em harmônia com Michel de Montaigne, a mais honrosas das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas, no entanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país.
Considerando-se os aspectos mencionados, fica evidente, a necessidade de medidas para reverter a situação. Primeiramente, cabe ao Estado investir na formação dos futuros docentes, por meio de novas diretrizes curriculares com o objetivo de combater à evasão escolar. Dessa forma, será possível garantir uma educação que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimento.