Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/04/2019

Atualmente é obrigatório que jovens entre 14 e 17 anos de idade estejam matriculados no ensino formal no Brasil. Porém, na realidade a evasão escolar está se intensificando no Estado, consequentemente ferindo os direitos das crianças e adolescentes, seja pela dificuldade de acesso à escolas , seja pela baixa renda da família brasileira.

Hodiernamente, as instituições de ensino, principalmente as públicas, convivem com a evasão de alunos, prática que comprometa a formação do indivíduo. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), entre o ano de 2014 e 2015 a evasão no ensino médio chegou a 11,2%, e entre os principais motivos relatados pelos estudantes estava a falta de transporte e a distância entre as escolas e suas casas. Dessa forma, a falta de infraestrutura dos estados compromete a socialização e formação de jovens brasileiros.

Outrossim, a baixa renda familiar agrava a problemática, isto é, crianças e adolescentes cada vez mais largam os estudos para trabalhar e complementar a renda da família. Por certo, apenas o salário mínimo não é o suficiente para assegurar que os jovens concluam seus estudos. Nesse sentido , há uma barreira que impede o avanço da permanência e o ingresso nas escolas.

Entende-se, portanto, que a dificuldade que os alunos enfrentam no caminho até a escola e a baixa renda familiar, são as principais barreiras para que esse problema seja resolvido. Destarte, os estados devem garantir transportes para todos os alunos, principalmente para zonas rurais, preservando o direito de ir e vir a todos. Além disso, o Ministério da Educação deve incentivar alunos e famílias carentes com bolsas estudantis que agregam a renda familiar. Desse modo, a desistência de alunos pode diminuir e manter a formação no ensino formal.