Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/04/2019

Poucos alunos na escola, muita propaganda na tevê, e um número exorbitante de adolescentes no mundo do crime. Esse é o reflexo da educação no país. Segundo o site ABC, atualmente, cerca de 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos deixaram a escola sem concluir os estudos. Dentre os fatores estão a gravidez precoce, o ingresso no mundo do trabalho, a falta de interesse, ou incentivo dos próprios pais, sobretudo, todos relacionados a baixa renda familiar.

A legislação brasileira diz que o ensino fundamental é obrigatório para crianças e adolescentes de 06 a 14 anos.  Sendo que, são nas séries iniciais, 1ª a 4ª série, que acontece com maior frequência a evasão escolar. Nos bairros mais afastados e no interior dos estados, encontra-se o maior número de adolescentes que deixam seus estudos. Ainda quando criança, não tem transporte escolar, ou quem os leve para escola, e até mesmo são impedidos pelo medo de não conseguir voltar para casa.

Quando mais velhos, entendem que trabalhar para ajudar no sustento da casa é a melhor escolha, e assim, em sua maioria, deixam os estudos. O estado não está preocupado em melhorar a educação desses locais, e sim de fortificar o armamento. Mostra-se em notícias, boas escolas, com equipamentos de qualidade, mas sem mostrar a realidade das escolas que possuem vários jovens que deixaram de ir para escola por problemas sociais, onde vários são mortos anualmente, sendo vítimas de violência.

Assim, uma solução viável para o problema apresentado seria o estado intervir em todos os aspectos negativos apresentados, dentre eles, com um projeto chamado “aluno dentro escola”, onde, seria ministrado por professores e psicólogos, com trabalhos fora da escola, visitando as famílias mais carentes, fazendo acompanhamentos com as crianças desde seu primeiro ano na escola. E assim, garantir que crianças não fiquem fora da escola, e adolescentes comprometidos com o futuro.