Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/04/2019
A declaração universal dos direitos humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas, depois da Segunda Guerra Mundial, em 1948, postula que todos os indivíduos devem ter direito à educação. Contudo, a realidade brasileira se distancia substancialmente do ideal, já que os níveis de evasão escolar na infância são alarmantes. Nesse contexto, faz-se necessário discutir os fatores que influenciam tal problemática.
Primeiramente, sabe-se que a desigualdade social é um fator determinante no acesso à educação. Segundo uma notícia veiculada no jornal “O Globo”, em 2017, o Brasil assumiu o posto de décimo país mais desigual do mundo, nesse contexto, muitos pais, cujas famílias são financeiramente menos favorecidas, veem-se forçados a inviabilizar a ida de seus filhos à escola, devido a fatores como distância, falta de um adulto para acompanhá-los durante o trajeto, ou até mesmo a necessidade extrema de ajudar nas contas da casa, e, assim, culminando nos altos índices de evasão, intimamente relacionados à renda per capita familiar.
Ademais, a estrutura pedagógica deve levar em consideração as particularidades de cada aluno. Segundo o filósofo Rousseau, o homem nasce bom, a sociedade que o corrompe. Analogamente, muitos jovens que naturalmente teriam interesse em estudar acabam se distanciando desse ideal devido a realidade vivida por cada um, a exemplo disso tem-se os problemas familiares que muitas vezes são responsáveis por desestabilizá-los emocionalmente, e a escola por não construir uma relação humanitária com o aluno, acaba não conseguindo administrar tal problema.
Sabendo, pois, da necessidade de se garantir o direito à educação de qualquer indivíduo, o Governo Federal deve intensificar as políticas de inclusão social, com a finalidade de garantir o aporte financeiro necessário para que os jovens tenham seus estudos viabilizados, com verbas destinadas às famílias mais carentes, cujo recebimento deve ser associado a assiduidade dos alunos. Outrossim, o Ministério da Educação, junto à direção das escolas e aos professores devem promover políticas de humanização do ensino, promovendo visitas periódicas aos lares, com a finalidade de acompanhar a realidade de cada aluno, para que assim seja realizada uma intervenção mais eficiente com a consequente minimização dos índices de evasão, garantindo a curto prazo o direito à educação estabelecido pela declaração dos direitos humanos.