Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 14/04/2019
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é assegurado à criança e ao adolescente o direito a educação, assim como a permanência na escola. No entanto, a julgar pelo panorama atual do Brasil, a evasão escolar se tornou algo corriqueiro, principalmente nas redes públicas de ensino. Isso acontece muitas vezes por conta dos conteúdos ministrados pelos professores não serem tão atrativos para boa parte dos alunos, além da questão socioeconômica. Nesse sentido, é necessário que haja uma maior participação do corpo docente da escola nas vidas dos estudantes.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a maneira que são lesionadas as aulas nas salas contribui para a desistência de muitos estudantes. Nesse contexto, muitos educadores repassam aos alunos somente assuntos abstratos, fora da realidade em que vivem, não mostrando os porquês que estão estudando tal disciplina. Porém, as práticas pedagógicas devem ir além do saber ler, escrever e realizar as principais operações matemáticas, pois é importante que o estudante reflita sobre sua própria realidade. Dessa forma, o ensino será mais atrativo, uma vez que ele vai entender o quanto é preciso estar comprometido à escola. Afinal, para Paulo Freire, a primeira condição para que um ser possa assumir um ato comprometido está em ser capaz de agir e refletir.
Em segundo lugar, infere-se que o Brasil, embora seja um dos países latinos mais importantes economicamente, ainda existem muitas famílias que têm uma realidade financeira bastante deficitária. Atrelado a isso, grande parte das crianças e jovens precisa trabalhar desde cedo, a fim de garantir o sustento de casa e deixam de estudar. Essa evasão escolar pode trazer diversos problemas futuro, como: dificuldades de inserção no mercado de trabalho, além da entrada de jovens no mundo do crime. Nesse contexto, os professores ao perceber que tal aluno deixou de frequentar a escola é importante que comuniquem ou vá nas residências das famílias, com o propósito de saber os motivos pelo qual o indivíduo não está mais frequentando e procurar de todas as formas leva-lo para a escola, pois é necessário educar as crianças para mais tarde não castigar os adultos, segundo Pitágoras.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas que possam atenuar esse quadro.Para isso, é preciso que o Ministério da Educação promova cursos de capacitação para o corpo docente escolar sobre as melhores formas de como os professores possam trabalhar na sala para que as aulas sejam mais atrativas, com o intuito de diminuir a evasão escolar. Cabe também aos próprios educadores e coordenadores dos colégios ficarem atentos na frequência dos alunos, pois se caso houver desistência, saber imediatamente os motivos pelo qual desistiu e procurar solucioná-los, junto à família e o próprio Município da cidade. Dessa maneira, o que se encontra no Estatuto será cumprido.