Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/04/2019

Para o filósofo Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, sendo evidente, segundo seu pensamento, a importância da escola na formação do indivíduo. Apesar disso, a evasão escolar é um dos maiores problemas enfretandos pelas redes de ensino do Brasil. De acordo com um levantamento feito pelo Todos Pela Educação, com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola, um número alarmante que cresce a cada ano que passa.

Em princípio, cabe analisar o perfil socioeconômico de quem desiste da escola. Dados compilados a partir da Pnad mostram que, dentre os jovens que possuem renda familiar baixa,  apenas 22,4% deles concluem o ensino médio aos 19 anos de idade. Esta situação é bem retratada pelo documentário “Pro dia nascer feliz” de João Jardim, aonde é abordado a realidade de estudantes pobres da rede pública de ensino, que precisam enfrentar problemas como violência, falta de professores, péssima infraestrutura, e carência no sistema de transporte público.

Ademais, existe uma grande defasagem no ensino fundamental brasileiro, algo que atrapalha o rendimento escolar de estudantes em todo o país. De acordo com os resultados da ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), no  9º ano, 73% dos alunos não aprenderam o adequado em Português e 83% em Matemática. Assim, ao não dominar conceitos básicos das matérias, os jovens chegam no ensino médio com grande dificuldade e atraso, tornando a aprendizagem mais difícil e desmotivante. Portanto, a taxa de reprovação escolar no segundo grau é elevado, e, como consequência, o índice de evasão cresce a cada aluno que repete.

Torna-se  evidente, portanto, a necessidade de efetivar medidas afim de mitigar a evasão escolar nas escolas brasileira. Assim, cabe ao Ministério da Cultura, em parceria com as escolas municipais, estaduais e federais, implantar atividades extracurriculares como dança, música, teatro e outros, afim de engajar mais os alunos da rede de ensino pública. Outroassim, o Ministério da Educação tem como dever apoiar os estudantes mais carentes, implantando medidas como bolsas de incentivo ao estudo e programas de inserção no mercado de trabalho que permitem a conciliação entre estudos e trabalho, afim de manter os estudantes mais pobres na rede de ensino. Somente assim sera possível criar uma nação com escolas democráticas e inclusivas.