Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 12/04/2019
EVASÃO ESCOLAR: A REALIDADE DOS CAMPOS
No Brasil, há cerca de 10 milhões de jovens entre 15 e 17 anos, que Segundo a Constituição Federal Brasileira, deveriam obrigatoriamente estar na escola, entretanto, de acordo com dados do Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Ensino Médio, modalidade da Educação Básica, apresenta evasão escolar nas zonas rurais de 12%, os campestres indicam as maiores taxas de abandono educacional em todo país. Esse fato é causado pela ausência de uma escola na comunidade, falta de recursos para o transporte escolar, o principal fator é o engajamento dos jovens com os trabalhos agrários, que subsidiam a sobrevivência da família no campo.
Tendo em vista esses aspectos, os adolescentes do campo contribuem para a agricultura familiar, e com a carga de trabalho e dificuldades de transporte escolar, muitos desistem de estudar, fazendo com que os índices de evasão no campo sejam o maior da escala nacional. Embora haja seguridade legal e projetos sociais como Pronacampo, que visam ao auxílio do ensino rural, nem sempre essas políticas públicas atingem o camponês por ineficiências da administração pública local. Segundo pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta que: 70% das escolas agrícola não possuem bibliotecas e 92% não tem acesso à internet, sendo a lousa a única ferramenta pedagógica em boas condições.
Além disso, de acordo com o Ministério da Educação e Cultura, 30% dos profissionais que lecionam no campo não possuem formação de Ensino Superior, ou seja, o mau preparo do professor que atua nas zonas rurais prejudica a permanência do aluno na escola, mas, observando esta problemática o Governo Federal criou o programa A Escola da Terra, que visa ao desenvolvimento contínuo dos educadores que trabalham na zona agrícola. Logo, a evasão escolar no campo é grande por causa dos desafios que necessitam de atenção política, e também pela peculiaridade que é a educação campeira, que deve ser legislada distintamente da educação nacional.
Portanto, para sanar a evasão escolar no campo, primeiramente, os recursos financeiros e programas sociais existentes, devem ser empregado pelos governantes locais, para isto o governo federal teria que implantar uma fiscalização eficiente, que verifique anualmente as escolas do campo e fazer visitações as famílias, “ouvir” o que os jovens e as famílias pensam e vivem em relação à escola. Transmitir informações aos agricultores sobre seus direitos, para que os mesmo possam reivindicar nas Câmaras Municipais, e também, é importante que a família apoie os adolescentes a não desistirem dos estudos, os motive e de alguma forma ajuda-los a conciliar o trabalho com o ensino.