Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/04/2019

A evasão escolar no Brasil

A educação brasileira nunca esteve num bom patamar de atendimento para a maioria da população. Antes, porque era elitista e só famílias com boa renda podiam se dar ao luxo de custear cursos, materiais, vestimenta etc. Com o tempo, a educação experimentou a expansão do número de vagas e as camadas mais pobres enfim adentraram a escola. Porém, para muitos, a democratização do acesso à matrícula escolar não implicou em permanência no sistema educacional, nem em qualidade de formação dos estudantes. A falta de políticas públicas para garantir a continuidade dos estudos durante os anos de formação básica, acabam não evitando a grande evasão escolar sobretudo dos alunos em vulnerabilidade social.

Os alunos que desistem de estudar, o fazem por diversas razões, porém, é notório que os motivos estejam ligados a condições sócio-econômicas e não só a fatores intrínsecos às aulas como, por exemplo, falta de gosto pela matéria. Os motivos incluem a violência no entorno e dentro da escola, a falta de estrutura familiar, o desemprego, e também o desinteresse em ver conteúdos que não são tidos como úteis para a vida. Geralmente, esses jovens fazem parte de famílias cujos pais também não concluíram os estudos. A legislação sobre o tema não impede que esses pais não garantam a permanência dos alunos na escola pois essas famílias também precisam de uma rede de acompanhamento.

Faz-se necessário que existam políticas públicas de valorização da educação escolar, incluindo professores, coordenadores, diretores e demais atores envolvidos e, também, acompanhamento dos alunos desde a educação infantil até o ensino médio. Para isso, precisa-se de investimento do governo com verbas para a formação continuada dos professores e assistência aos alunos mais pobres. Precisa-se de uma rede de proteção à criança e ao adolescente que efetivamente funcione e não fique só no papel.