Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/04/2019

Padre Antônio Vieira, uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória e, mais importante, missionário em terras brasileiras, mencionava que “A boa educação é moeda de ouro e, em toda a parte tem valor”, ou seja, é por meio da instrução que a humanidade evolui. Diante disso, verifica-se que é de suma importância debater sobre a evasão escolar e a realidade brasileira. Para tanto, resta analisar a problemática para propor medidas que minimizem seus impactos.

Em primeiro lugar, é importante compreender os fatores que levam a perpetuação da evasão escolar. Constata-se que o país apresenta um sistema de ensino dotado de falhas advindas da má gestão dos recursos educacionais, fato que, com a veemente incompetência legislativa e administrativa torna o ensino um fator que necessita ser priorizado para suprir as demandas da sociedade moderna e, combater a ausência de alunos em sala de aula. Assim, presentes no meio educacional, os corpos docente e discente, sofrem com o problema do abandono escolar, o qual acarreta um atraso na conclusão do ensino básico e, prejudica o aluno ao obter formação superior, tendo como principal causa a falta de interesse pelos estudos e a precária inclusão no mercado de trabalho.

Em segunda perspectiva, é premente averiguar as sequelas deixadas pela naturalização do problema. Essas, por sua vez, dificultam a entrada do jovem ao ensino superior, impedindo a sua inserção no mercado de trabalho e diversos outros fatores. Fatos esses, foram pautados pelo levantamento feito pelo movimento Todos Pela Educação, com base na Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) de 2013, a qual indica que 45,7% dos jovens brasileiros não conseguem concluir o ensino médio até os 19 anos – 2 anos depois de idade adequada. No entanto, é imprescindível estabelecer diretrizes para transformar a situação atual sobre o abandono escolar.

Dessarte, verifica-se que a realidade brasileira em questão da evasão escolar é um grande problema. Cabe, portanto, as políticas de ensino, como o Ministério da Educação(MEC) estabelecer projetos que proporcione a reinserção desses indivíduos no meio escolar, evitando que abandonem o caminho para uma carreira promissora, encaminhando-os para estágios remunerados que não prejudiquem a carga horária escolar. Ademais, cabe também as instituições de ensino estaduais e municipais comunicar ao Conselhos Tutelares o excesso de falta de seus alunos, a fim de priorizar que o corpo discente não seja dotado de falhas referentes à exclusão do jovem ao ensino. Assim, a evasão escolar será diminuída e a realidade brasileira em frente ao ensino será estabelecida conforme as leis estudantis.