Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/04/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos concede a todos o direito à educação e ao bem estar social. Nesse contexto, a crescente taxa de evasão escolar brasileira traduz por meio de sua máxima a necessidade de subterfúgios para que a população se integre completamente nos regimes de formação educacional.

Diante deste prisma, a Biblioteca de Alexandria, idealizada por Alexandre Magno no Império Macedônico, enfatiza o conhecimento como um requisito fundamental para o ser humano.Assim sendo, nota-se uma relação entre a concepção da formação do homem e a educação adquirida pelo mesmo. Destarte, a sociedade não pode aceitar as negligências do poder público relacionadas a falta de incentivos ao estudos no Brasil.

Outrossim, o país, apesar de ter leis que buscam assegurar a modernização nos ensinos digitais, ainda se encontra com dificuldades para alcançar um sistema educacional ideal. Além disse de acordo com Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Nesse sentido, conforme o sociólogo polonês, a sociedade deve se adequar com fluidez aos avanços tecnológicos e científicos de aprendizagem a distância, o que não se mostra como uma realidade no cenário das escolas brasileiras.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que intentem a construção de uma sociedade com anseio pela qualificação estudantil. Em vista dos argumentos apresentados, nota-se uma interdependência do poder público e social para resolver o problema. Dessa forma, o Ministério da Educação deve propor melhorias nos salários dos servidores públicos com melhores currículos educacionais por meio de leis discutidas pelo senado com participação de mídias e ONG’s, para que o estímulo ao conhecimento seja aderido de forma mais ampla na população. Ademais, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Poder Legislativo deve disseminar a educação a distância no cotidiano dos brasileiros, por intermédio de juridições, debatidas pelos cidadãos  e legisladores em ouvidorias online, com o fito de facilitar o acesso ao ensino e interromper a evasão escolar no Brasil.