Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 08/04/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, à evasão escolar no Brasil, impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática, seja pela negligência do poder público, seja pela desestruturação familiar. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na evasão escolar. Segundo Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. No entanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva a sociedade encontra-se distante no país.

Faz-se mister, ainda, salientar a desestruturação familiar como impulsionador da evasão escolar. De acordo com Zygmunt Bauman, o sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século 21. Diante de tal contexto, as consequências da evasão escolar podem agravar fortemente os infortúnios que ameaçam os direitos humanos.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Primeiramente, cabe ao Estado investir na formação dos futuros docentes, criando novas diretrizes com o objetivo de combater à evasão escolar. Posteriormente, cabe à família ressaltar a importância da educação para os adolescentes, formando cidadãos dignos e responsáveis reduzindo assim, o índice de evasão. Dessa forma, será possível garantir uma educação que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimento.