Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 12/03/2019

Decerto que no período colonial nas missões jesuíticas, os catequistas tiveram de se adequar à realidade do indígena buscando maneiras para conseguir convertê-lo. Com isso, cita-se que uma das causas dos alunos evadirem da escola, é a não atração e adequação da instituição para eles. Além disso, destaca-se também os motivos sociais e econômicos que interferem diretamente na formação escolar do jovem e consequentemente no seu futuro.

Pertinente a esse cotexto, segundo Paulo Freire a sala de aula deve ser um ambiente prazeroso em que as relações fluem para o saber do aluno. Ou seja, atividades inovadoras que amenizem o cotidiano maçante e repetitivo do estudante de rede pública principalmente, são bem vindas na manutenção do jovem de classe baixa no colégio , o qual normalmente não possui as mesmas oportunidades de um aluno de maior poder econômico. Visto que, segundo um estudo do Aprendizagem em Foco, quanto maior a renda maior a chance de o aluno avançar nos estudos , concretizando seu futuro.

Somado a isso, destaca-se os problemas sociais e econômicos que contribuem para o abandono escolar em demasia pelas classes mais vulneráveis. Nesse sentido, a gravidez precoce, a criminalização dos indivíduos e o trabalho infantil são alguns dos acontecimentos recorrentes no Brasil e que interferem no desenvolvimento estudantil desses jovens. Por conseguinte, as chances de se conseguirem empregos de qualidade reduz-se consideravelmente, já que o mundo se encontra em um contexto de modernização e ,assim, a qualificação profissional é mais do que necessária.

Infere-se, portanto, que medidas as quais visem à manutenção do jovem nas escolas é de suma importância. Dessa forma, cabe às Secretarias de Educação dos estados exigirem das escolas de rede pública que realizem atividades extracurriculares e interdisciplinares com os alunos ao ar livre e correlacionado com os conteúdos dados em sala, além de promover a educação física e a informática a fim de que amenizem o cotidiano cansativo e colaborem na formação cognitiva e estrutural do estudante. Por fim, cabe à Secretaria regional do Trabalho palestrar nos colégios acerca da lei do jovem aprendiz, explicitando formas de trabalhar legalmente enquanto adolescente, conciliando com os estudos, para que o futuro da nação seja de boas perspectivas.